
Chegamos em 2026! Nesse ano, a Kasa Invisível faz 13 anos de existência. Desejamos a toda nossa comunidade e coletividades aliadas de todo mundo um próspero ano de luta radicais. Mas, como sempre, vamos antes relembrar um pouco do que rolou no ano que passou.
Em 2025 tivemos festival de cinema, muitos lançamentos de livros e filmes, visitamos festivais e feiras, mas foi também um ano especial no qual membros da Kasa cruzaram o continente dos Andes à Amazônia! Então vamos lá:
O ano começou com a Festa da Cumeeira, dia Janeiro, inaugurando nosso telhado restaurado! E na mesma semana, tivemos cine-debate com o filme “Revolta e pós-revolta no Chile: Experiências de mobilização social e práticas anarquistas” com a presença de compas da Solidaridad Obrera de Valparaiso. Em Fevereiro teve a 3ª Edição do Sarau Estratégico e mais um cinema internacional, exibindo “Uma Ilha e uma Noite” – um filme dos Piratas dos Lentillères.
Junto com @movimentodelibertacaopopular, fizemos o chamado para Doações de Materiais escolares para crianças das ocupas do centro de BH, arrecadamos muita coisa com a vizinhança e com as doações de camaradas de longe, como @ubueditora e @camisacritica. Teve mais barulho com Boteco Ruído e com lançamento e escuta do álbum “QI PS CHIII”, de Diane Labrosse e Patrícia Bizzotto com pessoal da Seminal Records.
Em Março, rolou o KARNAVAL PIVETZ SOUNDS e o Aniversário de 12 anos da Kasa com o tema “adolescência tardia”!
Abril foi marcado pelo aniversário do golpe de 64 e colamos juntos nos atos e ações de apoio ao Memorial Ocupado @ocupeomemorial , no prédio do antigo DOPS.






Recebemos mais mostras com o Documentário Memórias do 25 de abril, 50 anos da Revolução dos Cravos, de @carlospronzato. Participamos do Festival Cultive Resistência no litoral paulista, com as falas “Kasa Invisível: uma década de ocupação anticapitalista e luta por moradia” e “Todo poder para a imaginação”, com @mariacaram. Júlia Raiz fez lançamento com conversa e leitura do seu livro “Bebê tem fascinação por lâmpadas”. A @bibliotecaterralivre visitou a Kasa também lançando o livro “Estado”, de Piotr Kropotkin.
Maio foi o mês em que reeditamos nosso Festival de Filme Anarquista, agora com o nome de Subvercine – Festival de Cinema e Subversão – @subvercinefest – dos dias 2 a 4 de Maio, trazendo a memória das lutas dos povos oprimidos e de resistência à ditadura civil-militar. Nos somamos aos atos do 1 de Maio pelo fim da Escala 6×1, e arrastamos o povo para as atividades do festival, que contou com três dias de programação intensa: 31 filmes, 3 debates, sessão Infâncias, 2 oficinas e oito feirantes compondo a feira gráfica!
Ocupamos o Edifício Maletta com a exposição “CASA ENCANTADA: um recorte da luta por moradia em Belo Horizonte” no nosso restaurante favorito, @feijaomaletta , com abertura no dia 15 de maio, exibindo ilustrações de @_baruq e fotografias de @cadu_passos_ , serigrafias por @cyco.idea e texto de @carlao126. Teve mais Cine Invisível com o lançamento do filme MANDINGA da nossa amiga Mariana Starling. O inverno chegou e fizemos mais uma campanha do agasalho com nossos parceiros do @movimentodelibertacaopopular.
Achando pouco filme? Em junho teve @mostralona com uma exibição de um dia na Kasa, abordando a luta por terra e por moradia, organizada pelo @mlb_mg .
Rolou arraial também – mas em julho! Arraiar da Kasa Invisível, foi realizado na praça Raul Soares e contou com fogueira, música ao vivo com o povo do @GTPagode, formação de quadrilha e mais atos nas ruas pelo fim da Escala 6×1 tomando os corredores do Shopping Cidade.
Para levantar fundos e custear parte dos gastos da Gira Sudaka, tivemos o Leilão de Arte e Fiesta Latina com sonidos bailantes e lançamento do poster oficial da turnê por La Idea.
Julho foi do barulho também com mais um Boteco Ruído 25 @kinolopesf, @bruno_cunha_mus , @henrique_iwao e CACO (Luiz Pretti, @marcosalvesperc , @arthurver.28 e Caio Campos) e uma noite de música acústica e fora da curva com @pipouainot (Argentina), @coracaoquebra_dor (Cabo Frio) e @azul_aruj .
No dia 2 de Agosto pisamos pela primeira vez em solo andino para a primeira atividade de lançamento do livro Casa Encantada, de Baruq / @_baruq e da Gira en Sudamerica, que começou com 3 atividades em Santiago, para depois ver o Pacífico em Valparaíso e cruzar o continente pela Argentina, Uruguai e sul do Brasil, chegando ao destino final na Favela da Maré, Rio de Janeiro, bem na inauguração do Espaço Caetés / @espaco_caetes. Fomos recebidos com carinho e muita troca por coletivos, ocupações, centros sociais, bibliotecas e gente de todo tipo, na luta por uma vida além do capitalismo e da dominação. O livro saiu em espanhol graças ao apoio da editora Pensamiento e Batalla, de Santiago. Confira os relatos da Gira no blog da Kasa.
Setembro foi o mês de solidarizar e falar da Palestina e do genocídio em Gaza, com a mostra SETEMBRO NEGRO – Sessões de cinema da luta Palestina, realizado em parceria com o Memorial dos Direitos Humanos Ocupado e Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino / @solidariedadepalestinamg para chamar atenção para as mobilizações de atos em apoio à Gaza.
Participamos de mais uma edição do Festival Nuh / @festivalnuh e recebemos também apresentação da Segunda Mitose – Valsas Afro Anglo Brasileiras, ritmos e mitologias afro-brasileiras numa releitura dos sonetos de Shakespeare, por Rossano.
Outubro foi o mês da criançada com o Dia das Crianças na Kasa Invisível. Foi ótimo! Contou com uma oficina de teatro de sombras com Tita Marçal, brincadeiras e Oficina de Desenhos das Casa Encantadas de BH, organizada por Baruq com crianças da nossa comunidade e das ocupações do MLP – @movimentodelibertacaopopular e fizemos mais uma Reunião Aberta da Kasa Invisível.
Novembro teve debate internacional(ista) com o compa Peter Gelderloos sobre seu novo livro lançado pela @teiadospovos e @glac.edicoes, “As soluções já estão aqui: estratégias revolucionárias ecológicas vindas de baixo”. E membros da Kasa também visitaram Belém para participar, junto de Gelderloos, da ANTI-COP30, organizadas pelo Centro de Cultura Libertária da Amazônia (CCLA) @cclabelem para denunciar a farsa da COP30 e articular entre movimentos de base um debate real sobre saídas para o caos climático capitalista.
Também rolou mais uma oficina Rabiscando Casas Encantadas no @ocupacontainer dentro da ocupação Paulo Freire.
E pra acabar, em Dezembro participamos mais uma vez da XV Feira Anarquista de São Paulo e fizemos debate na @Sobinfluencia sobre ocupações, movimentos sociais e contracultura.
Ufa!
Agora, é lembrar dos incríveis aprendizados do último ano e partir pra cima em 2026!
E ano par é eleitoral, ou seja, domesticação e cooptação das lutas sociais para capitalizar em cargos e ganhos políticos institucionais. Portanto, para quem quer lutar por baixo e de baixo, é tempo de fazer laços e firmar posição!
Nos vemos nas ruas!












